Quem disse que a editora Abril só tem potencial para escrever reportagens tendenciosas e reacionárias? Vale a pena dar uma olhadinha nessa publicação especial da Segunda Guerra Mundial! Contém fotos, vídeos autênticos, e algumas matérias bastante esclarecedoras.
http://veja.abril.com.br/especiais_online/segunda_guerra/html_edicoes.shtml
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
SEGUNDA GUERRA MUNDIAL
Alemanha
Ao tomar o poder (1933), Hitler passou a violar sistematicamente o Tratado de Versalhes:
• Formou um novo exército, uma forte aviação e uma poderosa esquadra de guerra;
• 1936 - Remilitarizou a Renânia (fronteira com a França);
• Passou a pregar a expansão rumo ao que tratava como “Espaço Vital”.
Itália
1935 – Mussolini invade a Etiópia. Tal ataque foi condenado pelos países democráticos da Europa, levando Mussolini a aproximar-se de Hitler.
Japão
1931 – invade e domina a Manchúria (região no norte da China)
1937 – invade a China, dando início a um conflito que se estenderia até meados da década de 1940.
OBS: Este expansionismo da década de 1930 foi possível, em grande parte, pela passividade das potências européias que pretendiam evitar, a todo custo, uma nova guerra continental. Como se não bastasse, o medo de novas revoluções socialistas no continente fazia com que parte da elite européia visse, com bons olhos, a expansão de regimes autoritários que barrassem a expansão comunista e zelassem pela propriedade privada.
Precedentes da Guerra
1936 – Hitler e Mussolini formam o “Eixo Roma-Berlim”;
- Neste mesmo ano, Hitler dá uma demonstração de força bombardeando a cidade de Güernica na Espanha, em auxílio ao general golpista (e fascista) Franco.
1938 – Hitler anexa a Áustria e os Sudetos Tchecos (região povoada por alemães onde prosperava uma importante indústria de base) à Alemanha. Diante da impotência das democracias – que tentaram um apaziguamento – Hitler anexou quase toda a Tchecoslováquia;
É neste contexto que Hitler vai planejar a invasão da Polônia, para reaver o território perdido na Primeira Guerra (o “Corredor Polonês”), e que Mussolini vai anexar a Albânia;
1939 (agosto) – Hitler assina um “pacto de não agressão” (obviamente secreto) com União Soviética de Stálin. Neste, estava prevista a divisão do Leste europeu entre os dois ditadores, incluindo a Polônia.
A Guerra
1º. de setembro de 1939 – Hitler invade a Polônia inaugurando a “guerra relâmpago”;
3 de setembro de 1939 – França e Reino Unido declaram guerra à Alemanha.
Mais tarde a Alemanha invadiu: a Dinamarca, a Noruega, a Holanda, Luxemburgo e Bélgica a fim de investir contra a França que, em junho de 1940, via-se sob domínio de Hitler.
Desdobramentos - Durante o fim de 1940 e o início de 1941, a Alemanha investiu contra a Inglaterra que foi duramente bombardeada, mas resistiu bravamente contando com a RAF – Royal Air Force (Força aérea da Inglaterra).
1941 – A Itália entra na guerra e auxilia o Eixo na tomada da Iugoslávia, a Grécia e o Egito forçando, ainda, a aliança da Romênia e da Hungria ao Eixo. Em junho desse ano, Hitler frustra o tratado de não agressão assinado em 1939 e invade a URSS. Neste contexto, o Japão invade vários territórios (Indochina) pertencentes à Inglaterra e à França no sudoeste asiático. Em resposta, os EUA (aliado das potências em guerra contra o Eixo) decretam o bloqueio comercial ao Japão que, em represália, ataca a base norte-americana de Pearl Harbor no Havaí (dezembro de 1941). Este era o motivo que faltava para que os EUA entrassem no conflito.
1942 - Os Aliados (EUA, Inglaterra e URSS) empreendem sérias derrotas ao Eixo, ao mesmo tempo em que os nazistas iniciam o extermínio sistemático dos judeus (O Holocausto Judeu) e de outros grupos de oposição ao nazismo –“Solução Final”.
1943 – Soviéticos derrotam alemães em casa – primeiramente em Moscou e, posteriormente na “batalha de Stalingrado” – confirmando a inversão dos rumos da guerra. Logo expulsam os nazistas que estavam nos Balcans, seguindo em direção a Sicília, forçando a deposição de Mussolini.
A Derrota do Eixo
1944 – A Força Expedicionária Brasileira (FEB) luta ao lado dos aliados no centro norte da Itália.
Obs 1: Vale lembrar que, antes da Segunda GM, as relações comerciais e diplomáticas entre Brasil e Alemanha eram bastante relevantes: o Estado Novo recorreu a empréstimos alemães; muitos alemães viviam no Brasil e o maior partido nazista fora da Alemanha era o brasileiro.
Para retirar os alemães do mercado latino-americano, o presidente americano Franklin Rooseveld iniciou a “política da boa vizinhança”: concedia empréstimos e aumentava as importações de produtos latino-americanos ao mesmo tempo em que exportava o “american way of life”.
Obs 2: O fortalecimento das relações com os EUA trouxe à tona uma grande contradição: o Brasil defenderia as liberdades democráticas tendo em seu comando a ditadura do Estado Novo, encabeçada por Getúlio Vargas.
Ainda nesse ano, os alemães começaram a sofrer a falta de combustíveis e restringiram seus ataques ao lançamento de mísseis V1 e V2 sobre Londres.
Desfecho - Em 6 de junho de 1944, os aliados lançam a Operação “Dia D” que liberta a França.
Em 2 de maio de 1945, forças soviéticas - pelo Oriente - e soldados americanos - pelo Ocidente - tomaram Berlim. Era o fim da guerra na Europa.
6 e 9 de agosto de 1945 – Os Estados Unidos lançam duas bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki, aproveitando-se do desvio de atenção proporcionado pelas negociações para criação de um Tribunal Internacional para julgamento dos principais líderes nazistas, o Tribunal de Nuremberg. Em 2 de setembro, o Japão se rende.
Balanço de guerra: 37,6 milhões de mortos; 6 milhões de judeus exterminados e um dos maiores crimes de guerra de todos os tempos - Hiroshima e Nagasaki - impune.
Autor do resumo: Rodrigo Crisis
Alemanha
Ao tomar o poder (1933), Hitler passou a violar sistematicamente o Tratado de Versalhes:
• Formou um novo exército, uma forte aviação e uma poderosa esquadra de guerra;
• 1936 - Remilitarizou a Renânia (fronteira com a França);
• Passou a pregar a expansão rumo ao que tratava como “Espaço Vital”.
Itália
1935 – Mussolini invade a Etiópia. Tal ataque foi condenado pelos países democráticos da Europa, levando Mussolini a aproximar-se de Hitler.
Japão
1931 – invade e domina a Manchúria (região no norte da China)
1937 – invade a China, dando início a um conflito que se estenderia até meados da década de 1940.
OBS: Este expansionismo da década de 1930 foi possível, em grande parte, pela passividade das potências européias que pretendiam evitar, a todo custo, uma nova guerra continental. Como se não bastasse, o medo de novas revoluções socialistas no continente fazia com que parte da elite européia visse, com bons olhos, a expansão de regimes autoritários que barrassem a expansão comunista e zelassem pela propriedade privada.
Precedentes da Guerra
1936 – Hitler e Mussolini formam o “Eixo Roma-Berlim”;
- Neste mesmo ano, Hitler dá uma demonstração de força bombardeando a cidade de Güernica na Espanha, em auxílio ao general golpista (e fascista) Franco.
1938 – Hitler anexa a Áustria e os Sudetos Tchecos (região povoada por alemães onde prosperava uma importante indústria de base) à Alemanha. Diante da impotência das democracias – que tentaram um apaziguamento – Hitler anexou quase toda a Tchecoslováquia;
É neste contexto que Hitler vai planejar a invasão da Polônia, para reaver o território perdido na Primeira Guerra (o “Corredor Polonês”), e que Mussolini vai anexar a Albânia;
1939 (agosto) – Hitler assina um “pacto de não agressão” (obviamente secreto) com União Soviética de Stálin. Neste, estava prevista a divisão do Leste europeu entre os dois ditadores, incluindo a Polônia.
A Guerra
1º. de setembro de 1939 – Hitler invade a Polônia inaugurando a “guerra relâmpago”;
3 de setembro de 1939 – França e Reino Unido declaram guerra à Alemanha.
Mais tarde a Alemanha invadiu: a Dinamarca, a Noruega, a Holanda, Luxemburgo e Bélgica a fim de investir contra a França que, em junho de 1940, via-se sob domínio de Hitler.
Desdobramentos - Durante o fim de 1940 e o início de 1941, a Alemanha investiu contra a Inglaterra que foi duramente bombardeada, mas resistiu bravamente contando com a RAF – Royal Air Force (Força aérea da Inglaterra).
1941 – A Itália entra na guerra e auxilia o Eixo na tomada da Iugoslávia, a Grécia e o Egito forçando, ainda, a aliança da Romênia e da Hungria ao Eixo. Em junho desse ano, Hitler frustra o tratado de não agressão assinado em 1939 e invade a URSS. Neste contexto, o Japão invade vários territórios (Indochina) pertencentes à Inglaterra e à França no sudoeste asiático. Em resposta, os EUA (aliado das potências em guerra contra o Eixo) decretam o bloqueio comercial ao Japão que, em represália, ataca a base norte-americana de Pearl Harbor no Havaí (dezembro de 1941). Este era o motivo que faltava para que os EUA entrassem no conflito.
1942 - Os Aliados (EUA, Inglaterra e URSS) empreendem sérias derrotas ao Eixo, ao mesmo tempo em que os nazistas iniciam o extermínio sistemático dos judeus (O Holocausto Judeu) e de outros grupos de oposição ao nazismo –“Solução Final”.
1943 – Soviéticos derrotam alemães em casa – primeiramente em Moscou e, posteriormente na “batalha de Stalingrado” – confirmando a inversão dos rumos da guerra. Logo expulsam os nazistas que estavam nos Balcans, seguindo em direção a Sicília, forçando a deposição de Mussolini.
A Derrota do Eixo
1944 – A Força Expedicionária Brasileira (FEB) luta ao lado dos aliados no centro norte da Itália.
Obs 1: Vale lembrar que, antes da Segunda GM, as relações comerciais e diplomáticas entre Brasil e Alemanha eram bastante relevantes: o Estado Novo recorreu a empréstimos alemães; muitos alemães viviam no Brasil e o maior partido nazista fora da Alemanha era o brasileiro.
Para retirar os alemães do mercado latino-americano, o presidente americano Franklin Rooseveld iniciou a “política da boa vizinhança”: concedia empréstimos e aumentava as importações de produtos latino-americanos ao mesmo tempo em que exportava o “american way of life”.
Obs 2: O fortalecimento das relações com os EUA trouxe à tona uma grande contradição: o Brasil defenderia as liberdades democráticas tendo em seu comando a ditadura do Estado Novo, encabeçada por Getúlio Vargas.
Ainda nesse ano, os alemães começaram a sofrer a falta de combustíveis e restringiram seus ataques ao lançamento de mísseis V1 e V2 sobre Londres.
Desfecho - Em 6 de junho de 1944, os aliados lançam a Operação “Dia D” que liberta a França.
Em 2 de maio de 1945, forças soviéticas - pelo Oriente - e soldados americanos - pelo Ocidente - tomaram Berlim. Era o fim da guerra na Europa.
6 e 9 de agosto de 1945 – Os Estados Unidos lançam duas bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki, aproveitando-se do desvio de atenção proporcionado pelas negociações para criação de um Tribunal Internacional para julgamento dos principais líderes nazistas, o Tribunal de Nuremberg. Em 2 de setembro, o Japão se rende.
Balanço de guerra: 37,6 milhões de mortos; 6 milhões de judeus exterminados e um dos maiores crimes de guerra de todos os tempos - Hiroshima e Nagasaki - impune.
Autor do resumo: Rodrigo Crisis
Assinar:
Postagens (Atom)